Mesmo
quando o pesar, que fere tanto,
renascer
neste morto coração;
mesmo
quando, trazendo-me acalanto,
a
esperança me der nova ilusão;
mesmo
quando o fulgor do teu encanto,
procurando
acalmar minha razão,
com
ternura e pudor secar meu pranto,
nem
assim te direi minha emoção!
Mas,
no futuro, certamente, a vida,
que
hoje em teu sonho bela continua.
há
de deixar-te, enfim, desiludida!
Terás,
então, o amor que se escondeu:
a
minha mão há de suster a tua,
meu
coração há de escutar o teu!
Alfred de Musset
(Versão de Hélio C. Teixeira)
(Versão de Hélio C. Teixeira)
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