Voz débil que passas, Que humílima gemes Não sei que desgraças... Dir-se-ia que pedes. Dir-se-ia que tremes, Unida às paredes, Se vens, às escuras, Confiar-me ao ouvido Não sei que amarguras... Suspiras ou falas? Porque é o gemido, O sopro que exalas? Dir-se-ia que rezas. Murmuras baixinho Não sei que tristezas... _ Ser teu companheiro? _ Não sei o caminho. Eu sou estrangeiro. _ Passados amores? _ Animas-te, dizes Não sei que terrores... Fraquinha, deliras. _ Projetos felizes? _ Suspiras. Expiras. Camilo Pessanha, in 'Clepsidra'
"O poema então começa pelos últimos crepúsculos do misticismo, brilhando sobre a vida como a tarde sobre a terra. A poesia puríssima banha com seu reflexo ideal a beleza sensível e nua." (Álvares de Azevedo)
A LEITURA ENGRANDECE A ALMA
"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede." (Carlos Drummond de Andrade)
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Voz Débil que Passas
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