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| Paul Verlaine |
Paul
Marie Verlaine (30 de Março de 1844 – 8 de Janeiro
de 1896)
é considerado um dos maiores e mais populares poetas franceses.
Nascido
em Metz,
ele foi educado no Liceu Bonaparte (atual Liceu Condorcet), em Paris e depois começou a
trabalhar como funcionário público. ele começou a escrever poesia cedo, e
foi inicialmente influenciado pelo parnasianismo
e seu líder, Charles Leconte de Lisle.
A primeira obra publicada de Verlaine, Poèmes saturniens (1866), apesar da crítica
negativa de Sainte-Beuve, o estabeleceu como um poeta de originalidade e
futuro promissor.
A
vida particular de Verlaine invadiu seu trabalho, começando pelo seu amor por
Mathilde Mauté. Mauté tornou-se sua esposa em 1870. Na proclamação da Terceira República no mesmo ano, Verlaine
juntou-se ao 160º batalhão da Guarda nacional, e tornou-se Communard
em 18 de março
de 1871.
Ele veio a ser chefe do escritório de imprensa
do Comitê
Central da Comuna de Paris. Verlaine escapou das mortais
lutas de rua conhecidas como Semana Sangrenta, ou
Semaine Sanglante, e foi esconder-se no Pas-de-Calais.
Verlaine
voltou a Paris
em agosto de 1871
e, em setembro, recebeu a primeira carta do poeta Arthur
Rimbaud. Em 1872,
ele já havia perdido interesse em Mathilde, e logo abandonou-a com seu filho,
preferindo a companhia de seu novo amigo. A tempestuosa relação de amizade
de Rimbaud
e Verlaine os levou a Londres, em 1872. Em julho de 1872 em uma crise de desespero Verlaine disparou dois tiros
com uma pistola
em Rimbaud,
atingindo seu pulso,
mas sem causar-lhe sérios danos. Como resultado indireto desse acidente,
Verlaine foi preso e encarcerado em Mons, onde ele experimentou uma conversão
à Igreja Católica, o que novamente influenciou
suas obras e provocou críticas afiadas de Rimbaud.
"Romances sans paroles" foi o resultado poético
deste período. Depois de sair da prisão,
Verlaine viajou novamente à Inglaterra, onde trabalhou por alguns anos como professor e
produziu outra obra de sucesso, Sagesse. Ele voltou à França
em 1877
e, enquanto ensinava Inglês em uma escola em Rethel,
apaixonou-se por um de seus alunos, Lucien Létinois, que foi quem o inspirou a
escrever seus próximos poemas. Verlaine ficou devastado quando o garoto morreu de tifo em 1883.
Os
últimos anos de Verlaine testemunharam dependência de drogas, alcoolismo
e pobreza. Ele viveu em bairros pobres e hospitais públicos, e passava seus
dias bebendo absinto
em cafés
parisienses. Por sorte, o amor à arte dos franceses foi capaz de dar-lhe apoio e alguma ajuda
financeira: suas poesias
antigas foram redescobertas, seu estilo de
vida e estranho comportamento em frente a plateias atraíram
admiração, e em 1894
ele foi eleito "Príncipe dos Poetas" da França.
Sua poesia foi admirada e reconhecida como inovadora, servindo de fonte de inspiração
para famosos compositores, como Gabriel Fauré,
que transformou vários de seus poemas em música,
incluindo La bonne chanson, e Claude Debussy,
que tornou música cinco dos poemas de Fêtes galantes. Paul
Verlaine morreu em Paris
com 52 anos de idade, em 8 de janeiro de 1896, e foi enterrado no
Cimetière des Batignolles.
Muito da poesia francesa
produzida durante o fin de siècle (fim do século - movimento cultural
francês que aconteceu entre 1880 e o começo da Primeira Guerra Mundial), que foi
caracterizado como "decadente" por seu conteúdo chocante ou visão moral. Em uma veia
parecida, Verlaine usou a expressão poète maudit ("poeta
maldito") em 1884
para se referir a um número de poetas como Stéphane Mallarmé e Arthur
Rimbaud que haviam lutado contra convenções poéticas e reprimendas
sociais sofridas ou foram ignorados pelos críticos. Mas com a publicação do Manifesto
Simbolista
de Jean Moréas
em 1886,
foi o termo simbolismo
que começou a ser mais aplicado ao novo ambiente literário. Juntamente com
Verlaine, Mallarmé,
Rimbaud,
Paul Valéry,
Albert Samain e muitos
outros começaram a ser chamados de "Simbolistas". Esses poetas iriam, de vez em
quando, compartilhar temas
correspondentes às estéticas de Schopenhauer
e noções de desejo,
fatalidade
e forças inconscientes, e temas de sexo (como prostitutas),
a cidade, fenômenos
irracionais (delírios,
sonhos,
narcóticos
e álcool),
e às vezes um vago contexto medieval. Na poesia, o procedimento simbolista
era usar discretas sugestões ao invés de precisas declarações (a retórica
foi banida) e invocar humores
e sentimentos
através da mágica
de palavras
e sons repetidos, da cadência do verso (musicalidade) e da inovação métrica.
No final
do século 19, os críticos incluíram Verlaine entre os chamados "poetas
malditos", como Arthur Rimbaud. A expressão, aliás, é do próprio Verlaine,
eleito em 1894 o "Príncipe dos Poetas", ao final de uma vida
desregrada por Paris, Rethel, Bruxelas e Londres.
Verlaine
teve uma infância feliz em Ardennes no norte da França, apesar de ter um pai
autoritário e uma mãe superprotetora. Em agosto de 1862, Verlaine completou os
estudos secundários em Paris, onde seus pais se instalaram em 1851, e foi morar
com a família materna no norte da França. Ali, entre a paisagem melancólica que
correspondia a seu estado depressivo e os livros de Baudelaire, apaixonou-se
pela prima Elisa Moncomble. O amor impossível o levou a beber em demasia.
De volta
a Paris, ele se habituou à "fada verde", o absinto. Começou então a
estudar direito. Empregou-se numa companhia de seguros e, em seguida, na
Prefeitura. Mas nada lhe interessava e ele passou sete anos entediando-se nos
cafés, onde escreveu versos e conheceu os parnasianos.
Em 1866,
sua coletânea "Poemas Saturninos", editada graças a sua prima Elisa,
fez com que ele fosse notado pela crítica. Em sua poesia de musicalidade lírica
e singular, Verlaine expressava os arrebatamentos da alma, transpondo seus
sentimentos em impressões, através de paisagens nostálgicas e refinadas.
Em 11 de
agosto de 1870, o poeta se casou com Mathilde Mauté de Fleurville, que não
tinha mais do que dezesseis anos, numa tentativa de acomodar-se a uma vida
familiar, simples e tranqüila. Escreveu "A Boa Canção" inspirado na
esposa. Mas em setembro de 1871, o jovem que o fascinava, Arthur Rimbaud lhe
escreveu e dias mais tarde, chegou a Paris. Os dois se tornaram amantes. Em
fevereiro de 1872, Mathilde pediu a separação. Para acalmar a esposa ultrajada,
o poeta afastou Rimbaud. Mas o adolescente foi mais persuasivo e eles pegaram a
estrada para Bruxelas. Depois seguiram para Londres.
De volta
ao continente, Verlaine trabalhou em "Romances sem Palavras",
enquanto Rimbaud publicou algumas páginas que revolucionam a literatura
moderna: "Uma temporada no inferno". Depois de várias rupturas e
reconciliações, em 1873, Verlaine deu um tiro de pistola em Rimbaud, em
Bruxelas.
O poeta
foi preso e condenado, passando dois anos na prisão. Em 1874 "Romances sem
Palavras" foi lançado. Verlaine, em seu cárcere de Mons, compôs poemas
místicos, marcas de arrependimento, que foram publicados posteriormente em
"Sabedoria" (1881) e "Outrora e recentemente" (1884), mas
também poemas eróticos, como em "Parallèlement" (1889).
Ao sair
da prisão em 1875, Verlaine foi para a Inglaterra, onde deu aulas durante dois
anos. Em 1880 fixou-se em uma fazenda perto de Rethel, com seu novo amante
Lucien Létinois, um ex-aluno da instituição em que Verlaine ensinou durante
dois anos e de onde eles foram expulsos por causa de sua "amizade particular".
Mais uma vez o amor se rompeu e o poeta naufragou no álcool. No ano seguinte,
Verlaine voltou a viver com sua mãe em Paris, onde morreu aos 52 anos.

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