16 abr. 1895
A bela dama
ruiva e descansada,
De olhos
longos, macios e perdidos,
C'um dos
dedos calçados e compridos
Marca a
recente página fechada.
Cuidei que, assim
pensando, assim colada
Da fina tela aos flóridos
tecidos,
Totalmente calados os
sentidos,
Nada diria, totalmente
nada.
Mas, eis da tela se
despega e anda,
E diz-me: — “Horácio,
Heitor Cibrão, Miranda,
C. Pinto, X. Silveira,
F. Araújo,
Mandam-me aqui para
viver contigo.”
Ó bela dama, a ordens
tais não fujo.
Que bons amigos são!
Fica comigo.
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