Chama-se a vida a um martírio
certo
Em que a alma vive se morrer não
pode,
É crer que há vida p'ra o arbusto
seco,
Que as folhas todas para o chão
sacode.
Dizer que eu vivo... e minha mãe
perdi,
Minha alma geme e o coração de
amores,
É crer que um filho, sem a mãe...
sozinho,
Também existe, com pungentes
dores.
Dizer que vivo, se ausente existo
Da amante terna, tão formosa e
pura,
E crer que triste desgraçado preso
Vive também lá na masmorra escura.
Quero despir-me desta vida má,
Quero ir viver com minha mãe nos
céus,
Quero ir cantar os meus amores
todos,
Quero depois em ti pensar, meu
Deus!
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